Entrevista com o artesão Edilson Andrade

PEB: Quando você começou a fazer o que você faz?
Edislon Andrade: Não lembro exatamente, desde a minha adolescência eu faço isso.

PEB: Você teve apoio? De quem?
Edislon Andrade: Nunca tive apoio, nem da parte das autoridades nem mesmo de alguma instituição.

PEB: Como é lidar com a falta de patrocínio? É difícil fazer arte independente?
Edislon Andrade: Sem patrocínio torna-se muito mais difícil, pois até os materiais para fabricação custam caro e esse dinheiro sai do nosso bolso.

PEB: Como você vê a receptividade do povo Brasiliense à arte das ruas?
Edislon Andrade: O povo brasiliense não vê e não reconhecem o trabalho do artista, passam como se o artista fosse invisível e mesmo quem tem como ajudar não para.

PEB: O que você acha que poderia mudar em relação a arte em Brasília?
Edislon Andrade: Mais apoio das autoridades competentes, pois a arte e o artesanato não são reconhecidos. O reconhecimento das pessoas também é necessário.

PEB: Existe alguma diferença entre fazer arte aqui e em outro lugar?
Edislon Andrade: Existe muita diferença, Brasília não tem receptividade com os artistas de forma alguma, a minha cidade natal (Teresina-PI) as pessoas reconhecem o trabalho do artista. os Brasilienses são totalmente indiferentes.

PEB: O que você espera que sua mensagem através dessa arte transmita?
Edilson Andrade: É lógico que espero um retorno financeiro, mas gostaria muito que minha arte fosse pelo menos apreciada.